Ontem, após o primeiro texto que coloquei aqui, fiquei pensando no nome
que dei a este blog.
Não sou tão fã assim dos beatniks. Li On The Road, uivei com Ginsberg
e jamais me atrevi questionar a qualidade e importância de Burroughs,
Bukowski e Fante (se você pretende apontar o dedo e dizer: “Buk e Fante
não são beats”; nem perca seu tempo). Entretanto, o que me compeliu a
utilizar um trocadilho infame no título de meu diário é o engodo criado em
volta da obra destes autores.
Creio que Bukowski já passou da fase das revisitações; posso dizer que
alguns contemporâneos meus, não se contentando em somente fazer visitas
esporádicas à obra do velho safado, praticamente construíram um
puxadinho no meio dela e de lá não arredaram pé.
Uma autora amiga batizou este movimento de “favelização literária”, mas
também não acredito nisso (por mais que minha metáfora do puxadinho
sugira). Ela é do time que só aprecia os clássicos. Bando de chatos
– os radicais apreciadores de clássicos, e não os clássicos –; esses
não têm jeito mesmo. Ao menos, os Buketes não são frescos e são mais
sacanas (legado), além do fato de sua vitalidade ser algo invejável –
independente de seu (sub)produto pueril.
Fui dormir pensativo.